3 Febbraio 2011

A abundância de alegria e de paz!

De Maria, a todos os seus filhos (Medjugorje, 25 de dezembro de 2010):

“Queridos
filhos, hoje, eu e meu Filho desejamos dar-vos a abundância da alegria e
da paz, para que cada um de vós seja um alegre portador, e testemunho
da paz e da alegria nos lugares onde viveis.

Filhinhos, sede bênção e sede paz…”

Reflitamos
um pouco sobre nossa situação existencial: no fim das contas, aquilo
que importa é a felicidade. Frequentemente acreditamos que esta consiste
em fazer aquilo que queremos de modo autônomo, em obter tudo o que
desejamos, ter uma ótima saúde, em explorar as imensas profundezas da
mente humana, em viajar e conhecer novos povos e novas culturas, etc.

Todas
essas, são coisas boas, mas não são suficientes. Tais atividades não
nos dão o sentido daquilo que temos ou fazemos. Não nos indicam a
eternidade, mas obrigam-nos a fixar nosso pensamento nas coisas
transitórias, as quais cedo ou tarde causa-nos desilusão. O homem não é
feito para viver nesta dimensão terrena eternamente; esta é só uma fase
preparatória para aquela “plena”, que virá depois da morte, através do
encontro com Jesus Cristo ressuscitado.

Mas já nesta vida podemos
antecipar alguma coisa desta plenitude, se quisermos. Bastaria acolher
em nós a Palavra do Verbo encarnado e crer que Ele habita em nós com o
Pai e o Espírito Santo. Esta não é uma fé ingênua, sem fundamento
racional.

É necessário pensar profundamente sobre o nosso “existir” aqui e agora, e sobre a finalidade de tudo isto.

A nossa própria consciência poderia testemunhar a presença de Deus em nós, se deixamos a Graça divina agir.

Percebemos que se aceitamos o olhar divino em nós, mudam até mesmo as nossas perspectivas.

Intuímos
que o próprio Deus olha através do nosso olhar, caminha com os nossos
passos, opera com as nossas mãos, pois dele viemos e para Ele somos
únicos, no sentido que em nós há uma existência única entre tantas
consciências que Ele criou.

Quando descobrimos que somos realmente
“Templos do Espírito Santo” e que a Trindade mora em cada um de nós e
espera uma resposta de amor, aí então vemos a vida e a existência em um
modo completamente diferente. Sabemos que somos amados pelo Eterno e
Onipotente Senhor, sentimo-nos protegidos por Ele, colocamos nEle toda a
nossa confiança, como um menino nos braços de sua mãe e assim, em
nossos corações, infiltra-se a paz verdadeira, e tomamos consciência que
as falsas “pazes” do mundo não podem satisfazer-nos.

Quando
possuímos em nós a verdadeira paz, somos livres para ir aonde quer que
seja, pois tornamo-nos testemunhas da paz em cada situação ou lugar,
inclusive no espaço social onde estamos constantemente: na família, no
lugar de estudo ou de trabalho, no bairro, na cidade.

 

Autor: Pier Angelo Piai  Traduzido para o português por: Amaury Jacomini Berto

ORIGINALE IN ITALIANO:

Maria a tutti i suoi figli (Medjugorje, 25 dicembre 2010)

Cari
figli, oggi io e mio Figlio Gesù desideriamo darvi l’abbondanza della
gioia e della pace affinché ciascuno di voi sia gioioso portatore e
testimone della pace e della gioia nei luoghi dove vivete. Figlioli
siate benedizione e siate pace…

Soffermiamoci sulla nostra
situazione esistenziale: quello che conta, alla fine, è la felicità.
Spesso crediamo che essa consiste in chissà cosa: nel fare quello che
vogliamo in modo autonomo, nell’ottenere tutto ciò che desideriamo,
nell’avere ottima salute, nell’esplorare le immense profondità della
mente umana o dello scibile umano, nel viaggiare e conoscere nuovi
popoli e culture ecc.

Tutte cose buone, ma non bastano. Esse non
ci donano il senso di quello che abbiamo o facciamo. Non ci additano
l’eternità, ma ci costringono a fissarci nel transitorio che prima o
dopo delude sempre.
L’uomo non è fatto per vivere in questa
dimensione terrena eternamente: essa è solo una fase preparatoria a
quella più “piena” che verrà dopo la morte attraverso l’incontro con
Gesù Cristo risorto.

Ma già in questa vita possiamo anticipare
qualcosa di questa pienezza, se lo vogliamo. Basterebbe accogliere in
noi la parola del Verbo incarnato e credere che Egli dimora in noi con
il Padre e lo Spirito Santo. Non è un “credere” ingenuo senza un
fondamento ragionevole.

E’ necessario pensare a fondo sul nostro “esserci” qui ed ora e sullo scopo di tutto.
La nostra stessa coscienza potrebbe testimoniare la presenza di Dio in noi, se lasciamo lavorare la grazia.
Ci accorgiamo che se accettiamo lo sguardo divino in noi cambia anche la nostra prospettiva.

Intuiamo
che Dio stesso guarda anche attraverso il nostro sguardo, cammina con i
nostri passi, opera con le nostre mani perché da Lui proveniamo e per
Lui siamo tutti unici ed irripetibili, nel senso che vive in noi
un’esistenza unica rispetto alle infinite coscienze che ha creato.

Quando
scopriamo che siamo davvero “Tempio dello Spirito Santo”, e che la
Trinità alberga in ognuno di noi ed attende una nostra risposta d’amore,
allora vediamo la vita e l’esistenza in modo del tutto diverso.

Sappiamo
di essere amati dall’Eterno ed Onnipotente Signore, ci sentiamo da Lui
protetti, riponiamo in Lui tutta la nostra fiducia come un bimbo in
braccio a sua madre e così subentra la vera pace nei nostri cuori e
prendiamo coscienza che le finte paci del mondo non possono soddisfarci.

Quando
abbiamo la vera pace in noi possiamo andare ovunque e diventiamo
testimoni della pace in ogni situazione e luogo, compreso lo spazio
sociale in cui viviamo costantemente: la famiglia, il posto di studio o
lavoro, il paese o la città.

Pier Angelo Piai